Fístulas para Hemodiálise

O que são fístulas para hemodiálise?

Pacientes com insuficiência renal crônica que precisam realizar hemodiálise necessitam de um acesso venoso. Os mais utilizados são as fístulas arterio-venosas e os cateteres. A fístula arteriovenosa consiste na conexão de uma veia com uma artéria, na maioria das vezes nos membros superiores. Após essa conexão, a veia passa a receber fluxo sob pressão vindo da artéria. Assim, a veia com o tempo fica dilatada e com sua parede grossa e resistente, favorecendo o fluxo sanguíneo para a realização de hemodiálise. Esse processo chama-se “maturação” e demora cerca de 6 a 8 semanas, após o qual a veia desenvolvida já permite fácil inserção de 2 agulhas para a hemodiálise. Uma das agulhas leva sangue à máquina e a outra retorna o sangue filtrado para o organismo. Chamamos de “frêmito” a vibração que fica no trajeto da fístula.

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Como são realizadas as fístulas arteriovenosas?

A depender do calibre e característica dos vasos, as fístulas são realizadas no punho ou no braço. O procedimento é realizado no Centro Cirúrgico com anestesia local,

sedação e para alguns tipos incomuns de fístulas é necessária anestesia geral. Os pacientes tem alta no mesmo dia na grande maioria dos casos.

Quais as vantagens das fístulas arteriovenosas em relação aos cateteres de diálise?

As fístulas tem menor risco de infecção e maior durabilidade em relação aos cateteres. As fístulas podem durar anos, enquanto os cateteres duram semanas a alguns meses. Além disso, a permanência prolongada de um cateter pode levar à obstrução ou estreitamento da veia onde ele está localizado, gerando consequências como dor e edema de face ou do membro superior.

Quais os cuidados se devem ter após a confecção da fístula arteriovenosa?

Após a realização do procedimento não se deve realizar no braço da fístula:

• Avaliar a pressão arterial
• Dormir sobre o braço
• Utilizar roupas ou objetos apertados no trajeto da fístula
• Efetuar punções venosas
• Administrar medicações

As veias do braço da fístula só devem ser manuseadas pelas enfermeiras da diálise.

Obstruções ou estreitamentos da fístula

Caso haja diminuição do frêmito ou dificuldades de diálise, o paciente deve ser reavaliado pelo cirurgião vascular. Após algum tempo de uso pode haver obstruções ou estreitamentos na fístula, atrapalhando seu funcionamento. Muitos desses casos vão requerer realizações de exames de imagem e caso sejam identificadas obstruções estará indicada a Angioplastia (tratamento endovascular) da fístula.

Tratamento Endovascular de Obstruções ou Estenoses (estreitamentos) de Fístulas

Caso sejam identificados estreitamentos da fístula o paciente deve ser submetido à uma intervenção endovascular: venografia (injeção de contraste dentro da fístula) para identificação do local da estenose seguida da angioplastia, que é a correção dessa estenose através de balões e stents. Esse procedimento é realizado em centro cirúrgico / sala de hemodinâmica e na maioria das vezes com anestesia local.

Em casos de obstrução aguda da fístula é realizada a trombólise química e/ou mecânica. Este procedimento consiste no uso de drogas trombolíticas e/ou dispositivos próprios para a dissolução do coágulo formado, e também é realizada com a técnica endovascular.

O objetivo é recuperar o funcionamento da fístula e aumentar a sua durabilidade.

 

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